segunda-feira, 29 de junho de 2009

Comerciantes do Nelson Costa explicam como se preparam para o dia dos namorados

Mural criativo: assim foi exposta a matéria
Depois do trabalho, uma pose...

Graziele e Tâmara: repórtes em ação


Edicléia e Rejane: repórteres em ação!



No dia 3 de junho, alunos da oficina de comunicação e jornalismo do Centro de Artes Integradas foram a campo para entrevistar os lojistas do bairro Nelson Costa. O comércio é um ponto forte neste bairro e se pode observar que algumas lojas do centro de Ilhéus já trouxeram filiais. O objetivo era saber qual a preparação e as expectativas de vendas para o dia dos namorados, pois, de acordo com pesquisas, esta é terceira data mais importante para o comércio de todo o país, ficando atrás apenas do Natal e do dia das mães. A enquete foi feita com lojistas dos setores de roupas, calçados e acessórios.
Ao todo foram 13 entrevistados entre gerentes e vendedores de lojas. A primeira pergunta questionava o porquê da loja ainda não estar enfeitada, pois na ocasião, faltavam apenas nove dias para a data comemorativa. Dez lojistas afirmaram que vão enfeitar as lojas, mas ainda não tinham a mercadoria ou faltava tempo para arrumá-las. Apenas uma loja – do setor de acessórios - estava pronta para atender os consumidores para a data. Três lojistas disseram que não vão enfeitar porque consideram o São João mais importante ou porque não lembravam do 12 de junho. Apesar disso, 92% dos entrevistados, têm uma ótima
expectativa de vendas e devem trazer novidades em mercadorias.
Quem passa pela Avenida Lótus, principal avenida do bairro, percebe que existe grande variedade de produtos de diversos setores do mercado. Na enquete, foi perguntada ainda qual a vantagem do consumidor ao comprar no Nelson Costa. As respostas variaram entre ótimos preços, promoção, bom atendimento, condições de pagamento, proximidade com o cliente, além da valorização do comércio local. Para atrair mais consumidores para o dia dos namorados, os lojistas entrevistados pretendem investir em propaganda e promoções e nove deles devem alterar o horário de trabalho, aumentando a carga horária e trabalhando até o meio-dia do feriado que antecede a data.
De acordo com os dados apresentados, pode-se observar que os lojistas percebem a importância da data, mas ainda sentem falta de uma tradição e união de todo o comércio para se fortalecer, enfeitando e preparando novidades para os consumidores. E, para quem não comprou o presente do parceiro, ainda há tempo. Até o dia 12 de junho os consumidores podem visitar as lojas do bairro e conferir o que há de novo. Boas compras!

Primeira matria coletiva da oficina
Reportagem e produção: alunos da oficina de comunicação e jornalismo (vespertino);
Redator: Diego Paixão
Fotografia: Tacila Mendes
Revisão: Tacila Mendes
08/06/09

Silicone traz felicidade?

Mural criativo: chamou atenção?




















A aluna Juliana Almeida prepara seu mural


A experiência relatada é de uma esteticista de 35 anos, moradora do bairro Hernani Sá, que está 175 milímetros mais satisfeita. Seu caso foge da simples preocupação com a aparência. Ela, que preferiu não publicar o nome, está pronta para mais uma cirurgia se for preciso, pois resolveu o seu problema de seios flácidos, que a incomodavam desde os 12 anos e que abalavam sua auto-estima. Por sugestão de amigas que também fizeram a cirurgia, procurou um médico especializado e implantou a prótese há seis anos.
A esteticista conta que durante a cirurgia foi feito um pequeno corte na axila por onde se introduziu o silicone. Após o procedimento, foi possível voltar para casa no mesmo dia. “A única recomendação médica foi um pós-operatório ‘chatinho’ e durante 30 dias fiquei sem poder carregar peso. Confesso que incomoda um pouco, principalmente na hora de deitar de bruços, pois sinto aquele volume”, conta.
Alguns homens também aderiram ao silicone como conta Antônio Carlos de Nóbrega, de 26 anos, morador do Nelson Costa. Ele fez o implante em várias partes do corpo como braços, tórax e coxas. “Eu ia diariamente à academia, mas não conseguia uma boa forma física com os tão desejados músculos. Então, optei por um implante de silicone e agora me sinto bem com minha aparência”, declara.
Nos casos relatados, as pessoas tinham problemas cotidianos porque não se sentiam bem com a aparência, por isso, decidiram implantar o silicone. Porém, muitas pessoas desejam estar dentro do padrão estético da mídia e, sem nenhuma necessidade, se submetem às cirurgias. A estudante Hérica Santos, de 17 anos, diz que deseja ter turbinar os seios, porque acha que fica mais bonito e sensual. São muitos os casos em que pessoas morrem porque não procuram médicos especializados, não tomam os cuidados pré-operatórios ou mesmo porque o corpo rejeita as próteses. Silicone pode trazer benefícios, desde que ele realmente seja necessário.


Produção e redação: Juliana Almeida (oficina de comunicação e jornalismo - vespertino)
Revisão: Tacila Mendes

10/06/2009

Dia dos namorados estimula a busca por parceiros










O dia dos namorados no Brasil é comemorado em 12 de junho por ser véspera de 13 de junho, dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.

Em dias que antecedem esta data, os comerciantes costumam investir em propagandas para atrair mais clientes, já que, depois do Natal e do dia das mães, esta é a data em que mais de vende. Em meio a tantos estímulos da publicidade, o difícil é ser solteiro e não se sentir incitado a arranjar um par para receber ou ganhar presentes e passar bons momentos a dois.

Exemplos não faltam de pessoas que intensificam a procura por um parceiro às vésperas da data. Em muitas cidades são feitas campanhas, nas quais solteiros vão às ruas divulgar e se expor para possíveis pretendentes. A Internet também é uma grande aliada, principalmente os sites de relacionamento, que potencializam as chances de conseguir companheiros com as características desejadas.
A estudante Iris Rosiane, de 18anos, moradora do bairro Nelson Costa, em Ilhéus, está em busca de um namorado e diz que se sente incomodada ao ver casais juntos. Ela afirma ainda que o lugar onde pode encontrar uma pessoa educada, inteligente, cristã e sincera deve ser na igreja. A estudante está confiante de que até o dia 11 de junho vai conseguir um parceiro com estas características, para trocar presentes.
Já o autônomo Abimael Silva, de 27 anos, também morador do bairro Nelson Costa diz que o melhor presente seria encontrar uma pessoa especial, mas não tem tanta pressa. Por enquanto, sai para se divertir e, quem sabe, encontrar a pessoa certa.
Seja como for, para a maioria dos solteiros, passar o dia dos namorados sozinho não é muito bom. E para quem está procurando ainda há tempo. O 12 de junho ainda não chegou.

Por Edicléia Silva e Aldeane Silva
Alunas da oficina de comunicação e jornalismo do Ponto de Cultura CAIS - vespertino

Fotos: confecção do mural criativo

Revisão: Tacila Mendes
08/06/2009

Ensinando, aprendendo ou descobrindo?

Há bem pouco tempo estava tudo no papel: planos de aula, atividades, orçamentos, idéias. A vontade de iniciar a oficina e descobrir junto com os alunos novos caminhos para desenvolver produtos midiáticos, refletir e descobrir a comunicação era grande. Então, há dois meses, tudo começou! Uma turma grande, com olhos grudados nas projeções e, nas primeiras aulas, pela primeira vez se dando conta de que o mundo não foi sempre deste jeito, com telefone, Internet, televisão... “Ah, a TV era feita ao vivo! Que ‘mico’ pagou a garota propaganda: a máquina de lavar pifou no meio do comercial (risos)...” Ou: “Nossa, imagine, antes de ter o primeiro jornal no Brasil, as pessoas daqui sabiam das coisas depois de um mês ou mais!”. É, chegamos ao ponto principal. Começar a perceber o que está acontecendo no mundo e, principalmente, porque acontece desta maneira hoje. É claro que, em resposta ao título, estou, junto com os alunos, mais que ensinando, mas aprendendo e muito!
A nossa metodologia não se restringe a ensinar a clicar e fazer fotos ou vídeos ou a escrever os textos sem saber o porquê de fazê-los. É necessário, além aprender tudo isso, atrair o leitor/espectador, ter o ‘feeling’ de perceber o que pode virar matéria, andar pelo bairro ou cidade e pensar que aquilo que vê é curioso e que pode ser discutido e publicado. Um dia, surgiu a questão: “E que tal escrevermos sobre o comércio local? Por que eles ainda não enfeitaram a fachada para atrair clientes para o dia dos namorados?”, alguém lembrou. E assim a turminha foi às ruas e, por incrível que pareça, apressou e lembrou aos comerciantes mais desavisados a importância desta data. No dia seguinte, a maioria das lojas estava com seus corações pendurados e divulgando as promoções. Boa! Cumprimos uma missão! Melhor ainda, começamos a aprender que podemos ter voz e atuar no local onde moramos.
Nosso primeiro módulo (de jornalismo) está numa fase final... As pautas foram sugeridas e discutidas, para que soubéssemos como focar e desenvolver o tema. O trabalho em equipe, nem sempre tão harmonioso, amadureceu a experiência de trabalho. “Imagine se um jornalista resolver ser tudo em uma redação? Se não quiser distribuir funções? Só sairia uma notícia por dia nos jornais!” E surge uma reflexão sobre a importância do trabalho em grupo.
Pois é, e o nosso primeiro veículo para publicação das matérias foi um mural. E teria que ser criativo! Cada dupla (ou trio) faria sua matéria e exporia da maneira mais chamativa possível. E por aí vai a criatividade! “Podemos fazer um blog!”, sugeriu a professora. Que as nossas matérias saiam no corredor do Cais e se espalhem pelo mundo. E aqui estamos! Você verá e acompanhará os primeiros passos da primeira oficina de comunicação para adolescentes de Ilhéus. E nós, como todo blogueiro, pedimos: COMENTEM!

Por: Tacila Mendes – Professora da oficina de comunicação do Cais.
Pós graduanda em audiovisual pela Universidade Estadual de Santa Cruz.